segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Camarim

Olhos teus
Não olhem passar
Não esperem eu chegar dizendo:
- O mágico dia chegou!
Perceba!
À tua volta
Na rotação constante
Um mundo há
Lindo, rico, colorido
Porém efêmero
Faça o seu show!
Nasceste para brilhar
Ou sucumba (novamente?) no camarim.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Nem passar agosto esperando setembro.... se bem me lembro.

VERGONHOSAMENTE, mas não desavisadamente, omiti-me durante o mês de agosto.

Por que? Porque? Por quê? Porquê?

Aff... a gramática está longe... e um momento de inspiração não deve ser desperdiçado. (Muitos insights já foram!)

"Não quero medir a altura do tombo
Nem passar agosto esperando setembro, se bem me lembro"

É um mês pesaroso, que sempre traz "bad news". Mas... todas devidamente superadas. Para a alegria da nação...e principalmente a minha.

Rememorando o que não foi dito, e que deve ser compartilhado, houve o dia em que ganhei agosto!
Após um boa conversa com meu psico-podólogo, principalmente, mas não somente, sobre ética profissional, tive a grande alegria de ser agraciada pelo acaso: encontrei, em pleno sol das 15:30, o ídolo Humberto Gessinger. Sim. Fui apenas mais uma fã histérica. Invitável, acredite!
Felicíssima, ligo para meu amigo Fabrício, igualmente fanático por Engenheiros do Hawaii, para, óbvio, gabar-me. Eis que surge um dos primeiros dilemas éticos da minha vida acadêmica: um convite, uma oportunidade muito interessante de participação em um congresso internacional, mas da qual eu não era digna - por não ter colaborado na execução do projeto, além de ter que apresentar um tema que não "domino", sendo amistosa. Ir ou não ir?

Relembrando meus milhares de discursos repudiando a contradição, cá estou eu. Escrevendo. Enquanto a galera faz as malas.
Um acerto. Creio.

Crescer tem disso! Escolhas, dilemas, problemas. Enfrentemos!

"Nada tenho, vez em quando tudo
Tudo quero, mais ou menos quanto
Vida, vida, noves fora zero
Quero viver quero ouvir quero ver"

A primavera tem outras cores e perfumes. Acredite!

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Nota de esclarecimento

Relapsa... absolutamente.

Envolvida nos "causos" cotidianos, por vezes o blog tornou-se mais uma cobrança. A vida é feita delas.

E ai perdeu-se: idéias de textos fantásticos. Iluminações advindas de argumentos da Marta Medeiros. De músicas. De fotos. Lastimável.

Mas... a memória é boa. (Perdoem-me: quase boa - ando repetindo muito os assuntos, não?) E irei retomar as inspirações.

Imperdoável são as perdas de oportunidades. Ahh... isso, sim, é cruel. Perder o momento certo da aproximação. Do perdão. Vencer o orgulho. O medo. "O tempo não pára..." e não volta.

Então... estou "na ativa". Aguardem!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Caros amigos!

Bem... cá estou eu: criando este espaço ao qual denominei "infinito particular". Uma alusão a música da afinadíssima Marisa Monte e seus amigos. Mas, diferentemente do disposto naquela, não quero sucitar desafios a outra(s) pessoa(s), será um grande desafio para mim. Seus versos trazem exatamente a minha proposta: "Eis o melhor e o pior de mim...O meu termômetro, o meu quilate".

Minha ferramenta de trabalho é a palavra. O seu melhor uso quando da argumentação, seja jurídica - como técnica processual, seja filosófica - como conhecimento científico. Dominá-la é algo assustador. Fico em estado de pânico! E como superar os medos?? Das críticas, da reprovação, do fracasso, da falta de experiência? Eu diria que a melhor alternativa é encará-los!

Já dizia meu velho amigo (companheiro - mas não amante - de muitas noites) Aristóteles: “Gostando de um amigo as pessoas gostam do que é bom pra si mesmas, pois a pessoa boa, tornando-se amiga, torna-se um bem para o seu amigo. Cada uma das partes, então ama seu próprio bem e oferece à outra parte uma retribuição equivalente, desejando-lhe bem e proporcionando-se prazer." Ter amigos, para ele, é uma virtude garantidora de uma vida boa em sociedade. Então... solicito o auxílio de vocês, meus amigos(as) de fé, irmãos(ãs), camaradas, para avaliarem, opinarem, criticarem e eventualmente elogiarem "o melhor e o pior de mim", serem o meu termômetro. Lapidarem-me... no intúito de adquirir quilates.

A idéia me agrada, me conforta. Conto com a sinceridade cruel e sangrenta de vocês!

Ah...detalhe...é um segredo. Pode deixar que eu, com a minha inigualável condição de ser dotada da capacidade da fala, espalho a todos que julgar dignos do título de amigos(as), auxiliares deste propósito.

Grande beijo!